Se vocês pensaram que nóis fumo, nóis inganemo voceis... Nóis fingimo que fumo e vortemo - Ó NÓIS AQUI TRAVEIZ! #AvisemOsAmigos #FujamParaAsMontanhas

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Histórias de ônibus que me fazem rir

Como diz meu amado namorado perdão pela cacofonia, eu sou PÉSSIMA pra contar piadas e histórias engraçadas. Quem dera ser um peixe ter a veia cômica de algumas blogueiras que eu leio sempre, mas né, Deus me agraciou com outros dons. Entretanto, isso não me impediu de vir aqui e dividir uma história dessas que só quem anda de ônibus é que consegue ouvir/presenciar. E não pensem que não irei divulgar a história para os mais próximos: vou sim, e se reclamar, vou contar chorando de rir.

Estava eu vindo pro trabalho, sentadinha e quieta que nem foco de dengue, quando um senhor se senta no banco atrás do meu e começa a conversar no celular com sua amada. Uns cinco minutos depois de uma conversa sobre terceira pessoa, ele começa a contar o sonho pra mulher, que até no sonho ele sonha com comida. Opa, minhas orelhas na hora se ergueram como as do Luque quando apareço com um osso, e rezei pra não ser aqueles sonhos chatééééééééééééérrimos que a pessoa dá mil voltas e no final era só um cachorro cavando um buraco.

O cara disse que sonhou que tava comendo um hambúrguer, só que no sonho, o hambúrguer que comia ele. Que ele virava um super hambúrguer. Deu pra ouvir a amada do moço GARGALHANDO do outro lado da linha quando ouviu isso! Aí, ele entrou em detalhes:

"Então, eu tava na mesa, e o hambúrguer tava lá, pequenininho. Quando eu ia pegar ele pra morder, O FILHA DA PUTA ME MORDEU!!! Cresceu, cresceu, e me comeu!"



HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA, só por ele ter chamado o hambúrguer de FDP já tinha valido a história! Além das gargalhadas do outro lado da linha, eu rindo internamente pq não gosto de apanhar, o nosso amigo CONTINUOU a história:

"E vc não sabe o pior. Quando o hambúrguer estava na mesa, pequeno, tinha umas batatas com ele. Na hora que ele cresceu, as batatas também cresceram, e daí o hambúrguer pegou uma das batatas e usou como uma espada ninja! Nisso ele já tinha me comido, mas eu lembro disso"

Meu Deus, que imaginação pra um sonho! E eu que achava que sonhar com um anão (sabe-se lá o que, só lembro que tinha um anão no meu sonho) era piração demais!!!

Enfim, eu TINHA que compartilhar esse sonho alheio!

Em tempo: eu fui atrás do que significa sonhar com anão... e olha só:

Sonhar com anões é um óptimo prenúncio, desde que o anão com que sonhou esteja com um aspecto calmo e completamente saudável. De uma maneira geral, sonhar com um anão é positivo, contudo tenha cuidado com a sua teimosia, pois pode vir a perder alguns amigos que são extremamente úteis na sua vida. Por outro lado, terá bons palpites em jogos e assim como nos seus negócios. Felicidade na família, especialmente com os seus filhos. Ao sonhar com um anão de aspecto saudável, isso pode querer dizer que você terá uma saúde de fazer inveja e não será diminuído na sua vida por nada.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Uma das coisas mais difíceis que eu já fiz

Tem uma porção de coisas difíceis que eu já fiz. Andar de bicicleta, terminar a faculdade, andar de salto alto, começar academia, parar academia... Mas, acreditem, uma das coisas mais difíceis que eu já fiz foi deixar de ir em um casamento.

Não pela festa, pq essa, garanto, foi a parte mais fácil. O difícil foi NÃO IR. E inventar uma desculpa que parecesse plausível, que não deixasse as pessoas chateadas comigo, mesmo sabendo que isso ia acontecer, inevitavelmente. E, em tempos de Facebook, eu venho aqui no blog esclarecer pra vc pq não fui no seu casamento. Nem todo mundo precisa saber. Só vc.

Eu lembro quando vcs estavam namorando. E eu fui a única contra. Comentei uma vez só, e fui praticamente massacrada: "vc não está feliz com a felicidade alheia?", me perguntaram. Por incrível que pareça, eu não estava não, mas só pq não via p0rr@ de felicidade alheia nenhuma, ali. E isso se intensificou numa vez que fui na tua casa conversar contigo, a gente ficou no quarto, e a outra parte da relação ali, na cozinha, de bico enorme (confessado diretamente pra mim, depois), pq eu só quis falar contigo. Foi reclamar com o sogro, disso.

Quando fiquei sabendo do bico e das razões do bico (que nem valem a pena falar aqui), eu meio que desacreditei naquela felicidade tão propagada não por vc. Mas por TODO MUNDO ao redor. Como se eu visse uma névoa em torno de todo aquele mundo cor de rosa que OS OUTROS (não vc) me falavam.

Eu lembro quando a minha mãe comentou do teu divórcio. Eu lembro muito bem do que senti: um pouco de alívio, e uma P0T@ RAIVA pq ouvia aqui e ali que a culpa era tua. Estilo "Tadinha da Andy, Miranda malvada". Quando eu tinha vontade de dizer "caceta, duas pessoas casaram, não é possível que só uma delas - e justamente ESSA - tenha errado sozinha!"

Daí eu fiquei secreta e à distância torcendo por ti, pra vc ser feliz, querendo te falar tudo isso, e só hoje, depois de ANOS é que posso te falar isso. E olha, eu ouvi gente que se diz tua amiga achando ruim vc ter saído desse casamento que, na minha opinião, taaaaaantos anos lá atrás, ia dar em nada.

E outra: sempre que alguém me falava "tadinha da Andy, Miranda malvada" eu te defendia. E fiquei por ruim, tb. Até lá em casa. Mas dá nada, a gente marca uma pizza, um cachorro-quente, e tá tudo de boas. Mas vamos marcar mesmo, hein?

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Eu e As Novelas, As Novelas e Eu

Eu tenho um caso meio esquisito com novelas. Adoro rever novelas que já passaram há mil anos, por exemplo. Atualmente, estou acompanhando "Direito de Nascer", que foi feita pelo SBT, quando eu ainda estava na faculdade. Claro que na época eu assistia só pq passava depois do CRUJ, e era muito engraçado (mesmo) estar na faculdade, e galera discutindo Timão e Pumba do dia anterior. Daí eu falo que advogado não é um ser normal, e as pessoas duvidam.

Mas enfim. Aí no Canal Viva estão passando duas novelas que eu me lembro bem, "Despedida de Solteiro" e "Fera Ferida". E eu simplesmente AMO as duas, e só posso assistir no sábado, pq os horários que o Viva decidiu que são os melhores para passar as novelas coincidem, justamente, com o horário do Vale a Pena Ver de Novo, ou então depois da meia-noite, que é pra quem trabalha em horário comercial, tipo eu, não assistir.

Eu gostava de Despedida de Solteiro, que era novela das seis, só por causa do João Vitti, que fazia o Xampu. Ou seja, ele tem cabelo comprido, e morre já no início da novela, eu juro que ficava torcendo pra passar uns flashbacks dele, pq achava ele bonito, e era uma injustiça homem bonito morrer no início da novela assim, ainda mais sendo novinho. Na época eu ainda era adepta dos contos de fada, e queria que o bandido terminasse preso ou morto horrivelmente, que a mocinha ficasse com o mocinho, todos muito felizes e tal.

Já em Fera Ferida, eu tenho um carinho especial. Eu tinha 15 anos e estava no meu primeiro estágio. Tinha um cara que trabalhava lá comigo, e que eu achava AS FUÇA do Murilo Benício, que fazia o Fabrício na novela, um lixeiro socialista que se apaixonava pela Isoldinha, e eu torcia muito pra eles ficarem juntos, pq faziam o meu combo preferido em histórias românticas: cara bacana+mocinha bonita e nojentinha+atração disfarçada de ódio. Torcia mais pra eles do que pro casal principal, que era o Flamel e a Linda Inês. Aliás, casal blé.

Além disso, eu gostava de Fera Ferida pq esse cara que eu achava igual o Fabrício (e lho disse, nas cara, pq na época eu era TOTAL sem filtro), veio na brincadeira dizer que se ele era o Fabrício, eu era a Isoldinha e fiquei me achando, tipo "ah, então eu sou bonita, fio?"... E ficou uma brincadeira de "bom dia, Fabrício", "bo-bom dia, companheira Isoldinha Weber". #TenhoSaudade

Pq tudo isso sobre novelas velhas? Pq hoje tem ESTREIA de novela na Globo! Com o Alexandre Nero! Que eu admiro muito, principalmente quando calhou de assistir o filme do Crô, no mesmo dia que assisti um capítulo de Império, e gente, que ator. E é de Curitiba. E é um charme. E só pelas chamadas eu vi que ele não é nem o Zoiúdo, nem o Comendador, nem o advogado Stenio de Salve Jorge. Vou assistir só por causa disso. Só que, se a novela for uma porcaria, não vou ter o menor dó de jogar pra escanteio, nem com Nero me pedindo de joelhos pra voltar. A assistir, claro.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

BEDA - Ainda bem que tá no fim.

Sério. Ainda bem que tá no final, pq eu não tenho criatividade suficiente pra postar todos os dias, como outrora fazia. E nem quero ficar aqui copiando outros blogs, como eu fiz com o da Vanessa, algumas vezes.

Tem uma coisa muito engraçada sobre a minha pessoa, que só quem me conhece MUITO BEM sabe: a minha contradição entre ser groupieloucaalucinadaqueperseguefamosos X a pessoa mais blasé que existe quando vê o Antonio Fagundes, por exemplo. Se tem uma coisa que exemplifica muito bem isso, é o sonho que eu tive umas semanas atrás. Descreverei minimamente o sonho (ou seja, excluindo detalhes irrelevantes), e depois passaremos à discussão.

Bom, no meu sonho, eu estava por alguma razão no centro de Curitiba, mais especificamente ali, perto da Generoso Marques, e por razões óbvias, não tinha o Paço da Liberdade ali, mas algo parecido com um baita mercadão, meio nordestino de novela pq tudo em novela é muito diferente da realidade, crendiospai, meio Mercado Municipal. Lembro especificamente de uma banca que tinha umas buchas penduradas pra vender, e eu passeava com a minha prima nesse mercado, que tava cheio de gente pra lá e pra cá. A gente ia comprar farinha, e não achava. De repente, eu avisto o Antonio Calloni, e como pessoa normal que eu sou *hum*, ao avistá-lo, tenho a plácida e esperada reação ao ver um ator que eu admiro pacas:

-AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH, É O ANTONIO CALLONI, EU NÃO ACREDITO, O QUE ELE ESTÁ FAZENDO EM CURITIBA, AAAAAAAAAAAAH, EUVOULÁEUVOULÁEUVOULÁEUVOULÁEUVOULÁ! Calloni, me dá um autógrafo, desculpa te incomodar, desculpa, desculpa!



Gente, o Calloni. Num sonho. Comprando banana em Curitiba. Num mercadão. Até no sonho ele olhava pra mim com cara de pena, imagina na vida real? Ia chamar a polícia pra mim! O engraçado é que, na real, eu nem queria esse lado psicótico aflorando quando eu encontrasse o Calloni na rua. Ou qualquer outro famoso que eu admiro tipo o Alexandre Nero ou o pessoal da Família Lima. Queria ter aquela pose que todo mundo diz que carioca tem, quando vê um famoso no mercado, pq é tão comum ver os * astros e estrelas da TV * por lá, que o povo nem liga mais.

Em TODA a minha vida, eu só tive uma vez essa serenidade em relação a um famoso, aqui em Curitiba: a Deborah Evelyn (que, por sinal, estará em Araucária amanhã, coitada). Estava eu com meu manitcho AuAu, passeando belos e formosos na Rua da Cidadania da Rui Barbosa, quando vejo ELA em uma banca. Como se fosse curitibana. Olhando os *lindos* artesanatos da nossa capital. Como se fosse curitibana. E NINGUÉM enchendo o saco dela, gritando "MEUDEUSÉADEBORAHEVELYNSUAVILÃMALDITALARGAOMARCOSPALMEIRA!!!!!!!!!!!!!" e coisas do tipo. Eu juro que fiquei com vergonha de ser a ÚNICA a gritar e a atrapalhar a moça em suas *compras* que fui embora sem nem tirar foto à distância.

Em tempo: a Deborah Evelyn é magra PRA CACETE, muito magra mesmo, na época eu fiquei pensando se ela comia alguma coisa ou se alimentava de luz.

De resto, eu sempre fui a que dava vexame e ia atrás dos artistas pra tirar foto, pegar autógrafo, invadir camarim (isso só fiz uma vez), descobrir hotel em que estava hospedado pra conversar com eles... Eu juro que queria dizer que essa fase passou, mas infelizmente, não passou não. Ela tá mais light agora, mas passar, passar, PASSAR MESMO eu acho que não passou não.

Sente o naipe do Camarim...
A história que eu mais dou risada sozinha quando lembro foi quando a Família Lima veio fazer um show de grátis, no vascão, aqui em Curitiba, na Havan. Foi a única vez que eu "invadi" um "camarim" de artista. Eu e minha companheira de aventuras demos olé nos seguranças da Havan, sendo um deles mais magro que a Senhora Fome do Pica-Pau, entramos no "camarim" - que era só um lugar pra eles descansarem um pouco antes e depois do show e duvido que tenham ficado mais de 10 minutos lá; pq eu PRECISAVA pegar os autógrafos do Limão (pai dos Lima), que eram os únicos que eu ainda não tinha nos meus cd's. O resultado é que, em UM dos meus cd's, eu tenho DOIS autógrafos do Amon, hahahahahahaha!

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

BEDA - Das Coisas Contraditórias na Grasiele

Tem algumas coisas bem contraditórias na minha pessoa. Às vezes eu mesma me dou bronca, pq, faça-me o favor, a vida não é uma eterna contestação para apresentar teorias aparentemente contraditórias entre si.

Vamos lá.

1. Estou sempre atrasada X Odeio Que os Outros Se Atrasem:

Eu tenho um problema sérião com o relógio. Sempre que preciso ir a algum lugar, por mais que eu me antecipe e me arrume cedo, e saia cedo de casa, acontece alguma coisa e eu me atraso. Ou saio atrasada. Ou chego atrasada. Pra eu chegar no horário em algum lugar, preciso NÃO QUERER ir nessa p0rr@ de lugar, pq senão, o atraso é inevitável. #FatoDaVida.

Entretanto, eu odeio esperar pelos outros, e até TOLERO as pessoas atrasildas, mas fico FURIOSA se cheguei no horário e alguém atrasou. Não me interessa o motivo, se EU, rainha-mor dos atrasados, consegui chegar pontualmente, o outro TAMBÉM tem que chegar no horário. #VaiEntender

2. Eu Sou Vaidosa X Morro De Preguiça De Me Arrumar:


Quem me conhece sabe o quanto eu sou louca por esmaltes. E batons. E cremes. E perfumes. Mas, aliado a tudo isso, eu também tenho uma preguiça eloooooooooooorme de fazer maquiagem, de passar creme, de escolher roupa-combinando-com-o-sapato, de arrumar o cabelo, de fazer mil e um tratamentos estéticos... Ou seja: eu acabo me arrumando MUITO pra ir trabalhar, e ZERO pra ir no shopping com o namorado. Ultimamente isso está mudando um pouco, em razão do meu recém-adquirido hábito de passar delineador. Se antes eu saía LITERAMENTE só com um pó e rímel, agora, aos 36 aninhos de pura sapequice, o kit só-passei-um-batom inclui o delineador, a base, o blush, o batom, o filtro solar... resultando em uma linda pele de adolescente que eu NÃO tenho mais. Tudo aliado ao bom e velho e prático jeans-camiseta do Ramones-All Star Converse (original) vermelho de cano curto. Pq usar salto e roupas mais elaboradas, é cansativo.

3. Eu gosto de comidas saudáveis X Eu ODEIO fazer dieta:


Vejam bem: não é que eu ODEIE fazer dieta, não faça nunca, blábláblá. Eu também não sou a louca do arroz integral+tofu grelhado+2346 tipos de salada no prato; nem adepta do frango+batata doce. Eu até faço dieta, mas é um saco fazer dieta sozinha, ainda mais quando o foco é só emagrecer, ou então "em nome da sua saúde". Isso me desanima, cara.

Em compensação, eu adoro comer arroz integral, gosto de tofu é sério, não ri; sei fazer um prato bem saudavelzinho e aceitável no por quilo, etc. Só que é uma sacoleta quando vc vai comer e ficam "ai, que prato lindo"; "puxa, isso é que é ser saudável" quando tem as cinco cores no prato que a Kapim manda; "tá de dieta?"... Sem falar no fato que eu simplesmente aboli quase que completamente o Mc Donald's da minha opção de fast food - e, mais por preguiça do que por coerência, o Bob's e o Giraffa's também.

Me enche o saco esse negócio de TER QUE ser saudável. De TER QUE tomar suco detox pq, olha só, desintoxica o organismo e de quebra, emagrece. Aliás, me irrita essa bagaça que o povo faz dieta com o "ah, mas eu quero ser mais saudável", e na verdade quer dizer "sabe o que é, tou uma baleia grávida de três baleinhas e preciso emagrecer". Eu tomo o suco detox da minha mãe pq é bom, não pq emagrece. Emagrecer é consequência.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

BEDA - Das alegrias de advogar #SQN

Ontem eu tive audiência que me tomou a tarde toda. Audiência de família, menor envolvido e uma situação que não se desenrola há cinco anos, desde o divórcio das partes.

Acho que o meu inferno astral resolveu começar já, ao invés de esperar o mês de setembro começar, vez que pela primeira vez na minha vida de advogata, estou me sentindo mal fisicamente e louca pra catar a bolsa, sair pela porta do escritório e só voltar quando estiver com sorvete nas veias ao invés de sangue e um rombo do tamanho da camada de ozônio no banco. Gente, nem eu tou me suportando hoje.

Eu curto pacas atuar na área de Família, se eu pudesse ficava nessa área por muito tempo #TrazAPipoca. Mas se tem uma coisa que deixa o povo louco é divórcio, mesmo que o único bem a partilhar seja um bode velho sem pelo. E é nessas horas que eu entro, pra fazer as partes entrarem num acordo e fazer o que é melhor pelo bode. Só que, né, a gente tá lidando com PESSOAS, não com ornitorrincos e cangurus. E, quando a gente vai lidar com divórcio, meu cachorro consegue ser mais equilibrado e centrado que as partes envolvidas. Isso quando os filhos já são crescidos e tal. Imagina quando são quiancinhas despotegidas e doentes.

Normalmente, depois de uma audiência eu saio faceira e contente, pq fiz meu trabalho e tenho uma noção dos rumos que o processo vai tomar. Desta vez não. Estou no rescaldo de uma audiência que foi bem, claro, eu tenho consciência disso. Porém, hoje tou no rescaldo da parte esgotante, estafante, irritante e muitos outros "antes" que essa audiência teve. O durante e o depois foram pra acabar.

O nível de estressante foi num grau de que, na hora de me manifestar, eu tive que abaixar a cabeça, fechar os olhos, e me concentrar no que estava falando, pq se eu olhasse pra outra parte, juro que ia voar por cima daquela mesa. Toda vez que eu ia falar alguma coisa, a outra parte me cortava. Detesto quando tenho que ser mal educada com a outra parte quando tem chance de conciliação, mas não teve jeito. A gente acertava um ponto da conciliação, a parte dizia "mas e se...?", ficava botando diversas pedrinhas no caminho pra não ter a conciliação. E olha que o processo nem ia acabar ali... Isso me irritou num nível que eu explodi: "chega, não vai mais ter conciliação".

Mas ontem eu até que segurei a onda. Só que hoje, pensando na audiência, em quanto a gente se segurou, em como as coisas foram ficando, eu comecei a ficar MUITO PUTA DA CARA por não ter dito logo de cara que não ia ter acordo porra nenhuma pq a louca da outra parte não tava a fim. Quando fui buscar provas pra juntar no processo, fui ficando MUITO EMPUTECIDA ENLOUQUECIDAMENTE pq a outra parte tá lá, de boas, e eu me desgastando aqui. #PQP

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

BEDA - Palavrões e Xingamentos

Antes de mais nada: fazer esse BEDA já está me dando nos nervos. Não tenho tanta coisa assim pra escrever todo dia, e nos ônibus não têm wi-fi. E eu não vou pagar pra usar internet no celular.

Eu tenho um sério problema com palavrões e xingamentos em geral. Ficar falando (e, consequentemente, escrever) PQP, FDP, VTNC, é f0d@, essas coisas, me trazem um grau de desconforto físico. Sério. Pra mim, palavrões são que nem adesivos de caderno: só uso em ocasiões muito especiais, ou seja, quando estou muito emputecida da cara com alguma coisa. Meu nível para palavrões é "caralho flamejante, qual é a merda do seu problema que não entende que eu não aceito ouvir essa bosta de palavrão o tempo todo, porra, seu filho da puta? Cala a porra da boca e vai tomar no cu!". Ressalte-se que estou me sentindo mega mal por ter escrito tantos palavrões em uma única sentença.

O fato é que esse negócio que o povo aderiu que falar palavrão como cumprimento não me desce. Cumprimento é cumprimento, ofensa é ofensa. Chamar minha amiga de vaca? Nem pensar! De piranha? Inimaginável! De vadia? Horror dos horrores!

Eu juro que estou tentando entender quando foi que o palavrão deixou de ser "palavra de baixo calão" pra virar algo comum, tipo "e aí, viado? Fala seu bosta!". Se alguém quer me deixar desconfortável, é só falar palavrão perto de mim, assim, sem motivo. Se me xingar, a título de "cumprimento", vou riscar da lista. Isso SE eu responder.

Não que eu NUNCA fale palavrão. Como já expliquei, eu tenho que estar muito possessa com algo, pra falar em grau máximo todos os palavrões que eu conheço. Xingar alguém não é minha especialidade, embora eu reconheça que seria útil em algumas situações.